Hoje eu parei pra reparar em mim. No meu jeito de ser agora, de pensar, de agir.. E nossa, a mudança foi realmente grande. É difícil quando não se trata dos outros. Apontar pros outros, e dizer o que a gente julga estar certo, errado, diferente, ou intacto, é muito mais fácil. Mas e quando o assunto é você mesma? E quando é você fazendo uma auto-análise? E quando você se olha no espelho e se da conta de que você mudou muito mais do que pensava? E quando a mudança não é só física? Meio que de forma automática eu parei pra pensar nas respostas pra cada uma dessas perguntas. Não é frieza como quase todo mundo afirma. Não é nenhum clichê de menina machucada, que teve o coração partido. Ta longe de ser isso. É segurança. Muita segurança. Eu tô encontrando em mim a segurança que eu sempre procurei nos outros. Encontrei em mim mesma a força que eu sempre achei precisar de alguém pra ter. E nessa de ter tudo em mim mesma, encontrei meu lado auto-suficiente. E esse novo lado, eu posso garantir, não se abala por pouco. (a-heartbreaker)


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(...) Mudei muito. Não por vontade própria, mas por um dever comigo mesma. Uma espécie de auto ajuda. Me impus pra não ter que aceitar nenhum tipo de imposição. E por fim me aceitei. Do meu jeitinho. Assim, passando de qualquer jeito pelas coisas, fazendo um caos, com crises, paranoias, mau humor, e sem maquiagem, pacote completo. Hoje mais do que nunca lembrei de todos(as) que passaram por mim. Dentre eles, você. Pensei em enumerar tudo o que aprendi ao longo desse tempo. Afinal, alguma coisa de bom você deve ter me ensinado não? Pensei em: ser forte, sorrir mesmo quando felicidade não tinha nem um pouco a ver com o que eu tava sentindo. Mas não era bem isso. De tanto quebrar a cabeça decifrei o enigma. Mais que isso, você me ensinou a ser sozinha. Essa indiferença disfarçada de cansaço ambulante. Me ensinou a ser só minha e sinceramente, fico te devendo pro resto da vida. Camila Colares, 18.
Another dose, please...
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