a-heartbreaker:

A gente é mesmo muito boba né? Queremos alguém que entenda nossos medos, e que nos conforte quando eles aparecerem. Queremos alguém carinhoso, mas que não grude. Alguém compreensivo, mas não demais, afinal tem que ter uma briguinha de vez enquando. Queremos alguém atencioso, mas que não sufoque. Queremos até um ciúminho de vez enquando, mas não queremos demais pra não perdermos a liberdade. Pedimos o tempo todo por alguém compreensível, amoroso, que nos trate com carinho, e saiba nos dar o devido valor. A gente quer e cobra demais, fantasia demais, e distribui o amor em todo canto, em cada gesto, cada palavra, entrega tudo o que tem na maioria das vezes pra quem não vale a pena. Mas como o mundo da voltas, e a vida é justa, uma hora aparece alguém. Alguém que não vai ser perfeito, pode não se encaixar em nada do que você esperava, pode não ser tão carinhoso, atencioso, pode usar só um bermudão e um chinelo, e fazer tudo que mais te irrita. Mas vai ser ele. Alguém que do jeito errado, vai ser o certo pra você. (a-heartbreaker)


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(...) Mudei muito. Não por vontade própria, mas por um dever comigo mesma. Uma espécie de auto ajuda. Me impus pra não ter que aceitar nenhum tipo de imposição. E por fim me aceitei. Do meu jeitinho. Assim, passando de qualquer jeito pelas coisas, fazendo um caos, com crises, paranoias, mau humor, e sem maquiagem, pacote completo. Hoje mais do que nunca lembrei de todos(as) que passaram por mim. Dentre eles, você. Pensei em enumerar tudo o que aprendi ao longo desse tempo. Afinal, alguma coisa de bom você deve ter me ensinado não? Pensei em: ser forte, sorrir mesmo quando felicidade não tinha nem um pouco a ver com o que eu tava sentindo. Mas não era bem isso. De tanto quebrar a cabeça decifrei o enigma. Mais que isso, você me ensinou a ser sozinha. Essa indiferença disfarçada de cansaço ambulante. Me ensinou a ser só minha e sinceramente, fico te devendo pro resto da vida. Camila Colares, 18.
Another dose, please...
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